Ana - Cecília - Igor - Marcelle - Tawani - Vinicius
Relacione o diagnóstico de Mariátegui para “o problema do índio” no Peru – a
ideia de que o problema indígena deve ser procurado no “problema da terra” (p.61) – ao “materialismo histórico”, isto é, à concepção marxista de história
(utilize, para isso, “O manifesto do partido comunista” e/ou “Sobre o conceito de
história”).
2. Índios organizam-se em “comunidades”. O termo é usado por Mariátegui, e
sugerido por Pierre Clastres na sua concepção da sociedade indígena como não
hierárquica e, assim, contra o Estado. Busque relacionar a organização fraternal
indígena com a escolha do pai de “A terceira margem do rio” de desvincular-se
da organização familiar a que pertencia.
3. O pai de “A terceira margem do rio” opta por viver num lugar e num espaço
onde não se pode compreendê-lo (termo que abrange diferentes sentidos:
entendê-lo, decifrá-lo, abarcá-lo ou envolvê-lo). Relacione esta ideia à demanda
por terra (Mariátegui) para manutenção da existência e da vida indígenas.
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ResponderExcluirMARCELLE CRUZ - REFERENTE À QUESTÃO 3
ResponderExcluirProcurar o problema indígena no problema da terra é olhar o passado a partir de uma nova concepção, de forma que se possa compreender tudo que houve de fato.
O problema está no social. A república tinha o dever de melhorar a vida dos índios e seus direitos, porém só os oprimiu ainda mais.
Os índio têm a alma agrária, adoram a terra, ela é sua casa, sua alegria. Tomar aquilo que é deles e que muito amavam era como acabar com suas almas; Toda vez em que reivindicavam suas terras e direitos, a classe dominante derramava sangue em resposta.
Mesmo depois do programa liberal da independência, que trazia diversos benefícios para os índios, não houve mudança, pois nenhum governante o colocou em prática; tudo continuava apenas no papel. "A república significou para os índios a ascensão da nova classe dominante que se apropriou de suas terras".
Segundo Mariátegui, a solução do problema do índio é de fato social e deve ser realizada pelos próprios índios, para a voz desse povo ser ouvida eles têm que se juntar em massa para assim decidirem o rumo de sua história.
Marcelle, minha pergunta é: onde o texto da terceira margem do rio se encaixa em seu argumento?
Excluir*RESPOSTA REFERENTE À QUESTÃO 1 - Marcelle
Excluirah! ia fazer a mesma pergunta que o Igor!
ExcluirCarol, eu coloquei o número da questão errada, na verdade eu respondi a questão número 1.
ExcluirMarcelle
TAWANI SEABRA - questão 2
ResponderExcluirA organização indígena em termos sociais não advém de um estado controlador onde cada cidadão tem uma função imutável e alienada. Os índios organizam-se de forma que seu tempo não é todo destinado a uma única tarefa além do seu trabalho para produção de alimentos. Isso resulta do modelo político seguido, onde não há estado. Onde não há nenhum poder que te impunha a acumulação de bens materiais. Como resultado de um infraestrutura sem estado, vem-se a superestrutura, ou seja, a economia, um modelo agrícola de subsistência. O índio é visto pelo sociedade "civilizada" como primitivo e apenas como um artefato cultural. Logo, a partir desta constatação, compreende-se que ele está na "terceira margem". Encontra-se no incomum e fora de um padrão seguido pelos cidadãos. Desta forma, pode-se relacionar a escolha do personagem,"o pai" de "a terceira margem do rio" com o modelo despadronizado e não hierárquico de organização do índio. O personagem era chefe de uma família tradicional, nos costumes e perante a sociedade, entretanto optou em retirar-se de sua estrutura familiar, acabando com a figura simbolica que a ele era destinada e deixando que a família se reestruturasse e talvez toma-se um rumo diferente do que seria com sua presença.
A relação que você estabelece é ótima. Mas há alguns erros na sua concepção de infra e superestrutura.
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ResponderExcluirVINÍCIUS CARDOZO - QUESTÃO 3
ResponderExcluirEm "A Terceira Margem do Rio", o pai entra em um processo de transição de moradia. A escolha por morar em uma canoa que navega pelos mesmos trechos do rio, demonstra que o pai tinha total conhecimento sobre o lugar em que habitava, sendo um homem livre para usar de sua "terra" como quisesse. Pelo fato do o rio ser um local totalmente pessoal e intimo (difícil de compreendermos) para o pai, e de caráter metafórico, desperta o interesse em um mundo do inconsciente. A terceira margem é algo desconhecido para nós, que não podemos toca-la e nem mesmo vê-la. Podemos começar a compreender que "certos" costumes, cresças e escolhas só são explicadas dentro de nós mesmos.
A relação dos povos indigenas com a terra é bem semelhante com a relação do pai de "A Terceira Margem do Rio" com o rio. A busca dos índios pelo poder da terra e a liberdade só pode ser explicada dentro dos mesmos, porque busca-se a evasão do convívio com a sociedade e a preferencia pela completa solidão dentro das tribos.
A primeira questão desenvolvida por Mariátegui é sobre os índios conviverem na terra dentro de um regime feudal totalmente imposto pelos gamonales. Não existia cumprimento das leis que favoreciam os índios e o trabalho era similar ao da escravidão. Para Mariátegui, o problema indígena vai além da questão ética, administrativa, educacional e religiosa, o problema indígena da-se pelo problema da terra.
O domínio dos espanhóis sobre os povos indígenas (que seria a verdadeira nação peruana) e a ganancia de conquistar metais preciosos orientou a economia espanhola para a exploração brutal dos índios, algo que foi totalmente torturante para os povos indígenas, pois são essencialmente de alma agrícola. O surgimento da republica peruana, que deveria elevar a condição do índio, apenas trouxe a ascensão de uma nova classe dominante que se apropriou sistematicamente de suas terras, em que não garantiu direitos de terras aos índios e os benefícios que estavam descritos nas leis e não foram colocados em prática.
Mariátegui cita que "a solução do problema do índio tem que ser uma solução social. Seus realizadores devem ser os próprios índios".
Como se estabelece a relação de comparação citada neste texto entre a solidão que o pai de a "terceira margem do rio" opta em ter e uma suposta solidão vivida pelos índios uma vez que são povos abertos ao aprendizado de outros costumes e culturas?
Excluirboa pergunta, Tawani. Vinícius, dá uma lida na resposta do Bernardo para esta questão. Tenho a sensação de que a sua resposta estaria indo naquela direção.
ExcluirQUESTAO 3
ResponderExcluirNo texto a terceira margem do rio, é notório analisarmos que o pai adentra a uma espécie de um novo vivenciamento no sentido de mudar completamente sua forma de viver, fato que não se torna autoexplicativo ao decorrer do texto, mas se torna claro ao vermos que seu filho, ao se questionar o por que de estar acontecendo, do rumo em que as coisas estão levando, por impulso resolve seguir os passos do pai em primeira instancia.
Fazendo uma breve análise do texto de Mariategui, o problema do índio se encontra em terra, se encontra na terra. Algo paupável, reconhecível e de difícil reestruturação. O gamonalismo citado em seu texto, é um fenômeno que não só abrange uma categoria, mas sim um complexo de hierarquias sociais, tendo o indio como o principal afetado.
Logo, o gamonalismo faz com que a proteção indígena seja invalidada pois está enraizado no latifundio e nas grandes propriedades. Portando, no texto de mariategui nota-se que o problema do índio está amplamente ligado ao problema da terra. Fazendo uma relação com o texto da terceira margem do rio, o pai opta por se desvincular da terra, aonde o problema se encontra, e viver em sua brava canoa de pau vinhático. Opta por uma escolha em que possa haver mudança nessa estruturação hegemonica que se encontra ao lermos mariategui.
Porém, Poucos são aqueles que estariam preparados a uma reforma política e principalmente econômica, ou seja, citando Mariategui:” Opõe à dialética revolucionária uma balburdia crítica confusa, segundo a qual a solução do problema indígena não pode partir de uma reforma ou fato político por que escapariam a seus efeitos imediatos uma multidão de costumes e vícios que só podem ser transformados através de uma evolução lenta e normal”.Desta forma, o filho em segunda instância quando percebe que o pai atende seu pedido de que irá tomar seu lugar na canoa, corre, como quem não está pronto para um novo ideal
Igor no seu texto você abrange a terceira margem do rio colocando que o pai ele muda o vivenciamento dele coisa que talvez de fato a gente vá perceber ao decorrer do texto, e atrela isso a uma questão do problema da terra com o índio. Ao analisar o seu texto em relação ao problema do índio no peru redigido por mariategui e o conto da terceira margem do rio ,porque o gamonalismo, invalida a questão indígena sendo que este apenas denomina um sistema de imposição da força ?
ExcluirIgor, não entendo sua colocação a respeito do filho. Tampouco acho que ele queria seguir os passos do pai. Vc se refere ao momento quando o narrador era criança?
ExcluirÉ interessante a ideia de uma nova estrutura...
quem pergunta ao Igor?
ExcluirCarol fiz a pergunta para o Igor esqueci de colocar meu nome ana Claudia
ExcluirCECÍLIA ARAÚJO - Questão 3
ResponderExcluirO homem possui a necessidade de se estabelecer, de ter um espaço para "chamar de seu", um local para voltar, um lugar onde se sinta à vontade, onde possa ser ele mesmo.
No entanto, para cada sujeito à busca desse local ou o encontro do mesmo, ocorre de forma completamente diversa.
No caso do pai no texto "A terceira margem do rio", o encontro do referido local ocorreu em uma canoa que flutuava sempre pelo mesmo trecho do rio. Mas esse fato, essa escolha era incompreendida pelo outro.
Podemos mostrar a mesma incompreensão e até mesmo tentativas de extirpar a existência da vida indígena na forma de viver estabelecida pela tribo.
Devemos entender que escolhas ocorrem dentro de cada indivíduo não cabendo ao seu semelhante tentativas de extinção ou modificação da mesma. Cabe ao outro aceitar e quem sabe, em um patamar mais avançado, entender.
VINÍCIUS CARDOZO - PERGUNTA PARA CECÍLIA
ExcluirCecília, em seu texto, você cita a incompreensão que temos com a escolha tomada pelo outro, com isso, sociedades acreditam ter o direito de extirpar o índio do seu modo de vida. Levando em consideração que a questão de numero 3 cita a relação do problema da terra com a manutenção da vida indígena, você acredita que os povos indígenas peruanos enfrentaram e enfrentam problemas maiores que apenas a nossa incompreensão com o outro?
Cecília, vc tem razão... mas e quando se trata da relação entre estado e sociedade?
Excluirboa leitura da resposta da Cecília, Vinícius.
ExcluirNa preocupação de caracterizar o pai em "A terceira margem do rio "as palavras denunciam a tentativa de retrata-lo como um pai normal, em nada se destacando dos outros pais do lugar. depois de se isolar num canoa o pai entra na categoria do diferente e isso choca o senso comum .
ResponderExcluirao dizer que " aquilo não havia de acontecia " ele evidencia a atividade vanguardista do pai, que ousou buscar a diferença, o termo "invensão" sugere a postura criativa no ato de realizar algo nunca feito antes.
É estabelecido uma aproximação entre "solto e solitariamente" , associando solidão e liberdade, desta forma começa-se ,vislumbrar o possível motivo que teria o pai a buscar o isolamento , o afastando-se do sistema, da família do que politicamente correto , onde não se é dono de si.
A questão do índio começa no regime da propriedade da terra. O feudalismo e o gamonalismo invalidaram toda lei de proteção ao índio , os fazendeiros e os latifundiários mantinham uma dominação total dos índio , que chegavam a trabalhar gratuitamente, segundo Prada " nada muda tão radicalmente a psicologia do homem quanto a perda de sua propriedade".
O índio sempre teve sua alma agrária , de profunda adoração da terra , para eles foi um grande golpe a república que deveria elevar a condição do índio , só fez garantir a ascensão da nova classe dominante, que se apropriou das terras de suas terras. o problema do índio deve ser uma questão social formando uma massa orgânica .
Os dois textos , tem a mesma idéia o afastamento do estado e sociedade , uma vida independente se afastando do capitalismo que impera.
ana claudia questao 3
ExcluirMARCELLE CRUZ - PERGUNTA PARA ANA CLÁUDIA
ExcluirAna Cláudia, você diz que o pai se afasta da sociedade e do capitalismo assim como os índios. Porém eu entendo que os índios não se afastam do capitalismo, pois são obrigados a participar dele, antes como escravos e agora como subordinados. Você quer dizer que esse afastamento dos índios teria como a solução do problema?
e a demanda por terra, Ana?
Excluirboa colocação, Marcelle.
ExcluirMarcelle, porque você afirma que depois do programa liberal da independência, os índios possuíram diversos benefícios? Que tipo de benefícios eles tiveram? Ou deveriam ter?
ResponderExcluirE eu concordo com a pergunta do igor. Onde o texto da Terceira Margem do rio se encaixa em seu argumento?
Caríssimos! Levem seus escritos e comentários amanhã. Vamos terminar essa história - ou esse capítulo - de forma bonita.
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